Empresas substituem frotas fixas por soluções sob demanda e reduzem custos com apoio da tecnologia.
20/02/2026 09h32
Atualmente, uma parte expressiva da economia brasileira funciona longe dos grandes centros urbanos. Enquanto muitos profissionais iniciam o expediente antes mesmo do amanhecer, outros percorrem longas distâncias até áreas remotas. Nesse contexto, maquinistas, técnicos de energia, equipes industriais e trabalhadores do agronegócio dependem diretamente de soluções eficientes de deslocamento. Por isso, o transporte corporativo sempre ocupou um papel estratégico nessas operações.
Durante anos, esse desafio foi solucionado por meio de frotas próprias, veículos alugados ou contratos de fretamento contínuo. Entretanto, embora garantissem previsibilidade, esses modelos também geravam custos elevados e pouca flexibilidade. Como resultado, empresas de diversos setores passaram a buscar alternativas mais alinhadas à dinâmica real das operações.
Por que as empresas estão revendo o transporte corporativo tradicional
Nos últimos anos, companhias dos setores ferroviário, energético, mineral, agroindustrial, de construção civil e de concessões rodoviárias começaram a revisar suas estruturas de mobilidade. Em vez de manter veículos e motoristas disponíveis em tempo integral, muitas passaram a priorizar soluções sob demanda.
Nesse cenário, a Autonomoz tem ampliado sua atuação ao conectar empresas a uma rede de motoristas autônomos cadastrados, por meio de uma plataforma digital, sem operar frota própria. Assim, o transporte deixa de ser uma estrutura fixa e passa a funcionar como um recurso acionado conforme a necessidade.
Além disso, rotas, horários e passageiros são definidos no momento da solicitação. Consequentemente, as empresas conseguem adaptar o transporte à realidade de cada turno e operação.
Mobilidade sob demanda: como o novo modelo funciona na prática
Diferentemente do fretamento tradicional, o deslocamento ocorre somente quando existe demanda. Dessa forma, o acompanhamento das viagens acontece em tempo real, trazendo mais controle e visibilidade.
Segundo Leandro Farias, fundador e CEO da Autonomoz, “a plataforma organiza uma rede de motoristas autônomos para atender deslocamentos corporativos conforme a necessidade de cada operação, em qualquer lugar onde a empresa atue”. Além disso, ele reforça que a lógica é levar mobilidade até onde o trabalho está, sem exigir contratos rígidos ou estruturas fixas.
Portanto, seja em um ponto isolado da ferrovia, em uma fazenda ou em um canteiro de obras, a mobilidade acompanha a operação.
Da frota permanente ao uso real: impacto direto nos custos
Um dos principais ganhos do novo modelo está relacionado à redução de despesas. Em um caso do setor ferroviário, uma operação mantinha 51 veículos dedicados exclusivamente ao transporte de maquinistas. Entretanto, a taxa de utilização diária era baixa, enquanto os custos permaneciam elevados.
Com a adoção do modelo sob demanda, essa frota foi reduzida para nove veículos, sem prejuízo à continuidade da operação. Além disso, a substituição de apenas um veículo fixo por viagens acionadas conforme a necessidade gerou economia superior a 50% naquele ponto específico, superando R$ 300 mil ao ano.
Dessa maneira, quando o transporte passa a acompanhar o uso real, a estrutura de custos muda significativamente.
Tecnologia e governança para operações dispersas
Outro diferencial está na gestão centralizada. Mesmo em regiões sem infraestrutura urbana, as empresas conseguem acompanhar rotas, horários e volumes de deslocamento. Assim, decisões se tornam mais rápidas e embasadas em dados.
Para os motoristas, a lógica também é distinta do transporte urbano tradicional. As viagens são programadas, os passageiros identificados e existem regras claras de segurança. Como resultado, a exposição a riscos diminui e a previsibilidade aumenta.
Além disso, a modalidade PRO da Autonomoz conta com sistemas de telemetria e videotelemetria embarcada, permitindo monitoramento contínuo por um centro de segurança operacional.
Escala e consolidação do modelo no Brasil
Com oito anos de atuação, a empresa já está presente em cerca de 175 cidades e registra mais de 25 milhões de quilômetros percorridos por ano. Esse volume equivale a aproximadamente 624 voltas ao redor da Terra.
Diante desse cenário, fica evidente que o transporte corporativo fora dos centros urbanos passa por uma transformação estrutural. Cada vez mais, a mobilidade deixa de ser um ativo fixo e se torna um serviço flexível, orientado pela demanda e apoiado por tecnologia.
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